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II Encontro Norte, Nordeste e Centro-Oeste de Cerveja Artesanal

Faço parte da diretoria da ACervA Goiana, a Associação de Cervejeiros Artesanais de Goiás. E nesse final de semana passado, junto com o VIII Festival Gastronômico e Cultural de Pirenópolis, foi realizado o II Encontro Norte, Nordeste e Centro-Oeste de Cerveja Artesanal.

Bat-caverna não é mais escondida que o Espaço do Vinho e da Cerveja...

Bat-caverna não é mais escondida que o Espaço do Vinho e da Cerveja…

O encontro foi uma oportunidade de confraternização entre as ACervAs destas regiões. Tivemos alguns problemas na organização, mas conseguimos um espaço excelente para divulgarmos nossa cultura! Estiveram presentes associados de Goiânia, Anápolis, Rio Verde, Mineiros, Ipameri, Brasília e Bahia, que aproveitaram para conhecer a cidade turística de Pirenópolis.

E não é que deu mais gente do que esperávamos?

E não é que deu mais gente do que esperávamos?

Além de podermos degustar várias cervejas artesanais produzidas pela galera, foi muito legal a troca de informações, experiências, e até de impressões sobre as cervejas degustadas. Afinal, nada pior para um cervejeiro caseiro escutar sempre “que cerveja boa, encorpada” ou “gostosa, hein?” Por mais doloroso que seja para o ego, precisamos escutar críticas, que nos permitam melhorar sempre. Claro, isso não vale para aqueles que acertam sempre…

Opa... tudo em cima, só a carbonatação que ficou meia boca!

Opa… tudo em cima, só a carbonatação que ficou meia boca!

Fizemos a brassagem de uma ESB, uma Extra Special Bitter (8C), do estilo inglês, com água do Rio das Almas (?) e pedras de Pirenópolis (?), tanto na fervura do mosto como na filtração e transferência para a panela de fervura. Ok, não perguntem, são métodos anciões que remetem à cultura pregressa pirenopolina… sunglasses emoticon

Ok, isso não se vê todos os dias... Vai ser fervida com o mosto!

Ok, isso não se vê todos os dias… Vai ser fervida com o mosto!

Tivemos alguns problemas comuns a quando se reúnem grandes grupos de pessoas, como “PRA ONDE ELES FORAM?” ou “EU NÃO VOU COMER AÌ!”, mas com bom humor, jogo de cintura e doses de boas cervejas, o encontro foi um sucesso! Aprendemos com os acertos e aprendemos mais ainda com os erros.

Prost, meus amigos!

Prost, meus amigos!

Sabe aquele arrependimento de não ter tentado? É, não tivemos! E que venham mais eventos! Tenho que agradecer a todos os envolvidos, que trabalharam de uma forma ou outra! E vocês têm que agradecer a mim, que emagreci 2kgs e estou todo quebrado… É um sobe e desce de cilindros de CO2, barris de cerveja, busca caneca ali, compra gelo ali… e nas ladeiras da cidade de Pirenópolis, com um sol estilo supernova… Bom, depois do sufoco, o alívio e a recompensa do esforço!

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Cerveja sem álcool cola?

Um estudo no mínimo interessante fala que basta o gosto de cerveja (não o álcool) para que seja liberada dopamina. Ou seja, com cerveja sem álcool já dá pra ficar legal? Cara, 99% das estatísticas dizem que 60% DAS ESTATÍSTICAS não servem para nada! Isso vai de cada pessoa, a meu ver.

E sobre pesquisas, tem essa. que saiu no CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool):

Ok, nunca vi ninguém viciado em Liber…

Mas se você resolve tomar uma cerveja com ABV 0% (ou tendendo a zero), seja por motivos de saúde, seja por consciência de não querer dirigir bêbado, é você mesmo que decide se aquilo é prazeiroso, se o sabor não é TÃO ofensivo, se ele te satisfaz, e se compensa beber. Afinal, muito se escuta:

Prefiro beber água ou refrigerante, a beber cerveja sem álcool!

Grande Adão, um sábio!

Um dos motivos pelo qual quero fazer cerveja é para criar uma sem álcool que seja, no mínimo, tragável, que seja uma boa referência para este nicho de mercado. Nem é possível classificar tão bem essas cervejas por termos tão poucas pessoas dispostas a degustar as mesmas. A Deles, do IG, fez uma reportagem memorável, com os monstros Paulo Almeida e André Cancegliero. Ah, e a matéria ainda fala a opinião do mestre-cervejeiro Luciano Horn, que trabalhou com a Brahma 0.0%, e que disse que ela está BEM PRÓXIMA do gosto da “cerveja normal”. Só esperando ela chegar aqui para saber…

A edição de janeiro/fevereiro da revista Menu também fez uma excelente degustação às cegas de muitas brejas não alcoólicas disponíveis no mercado. Pena que para ver a matéria, só na versão física mesmo. A coluna Paladar, do Roberto Fonseca, fez essa matéria, que o grande Edu Passareli compartilhou.

Para quem quer tomar uma caixa de Bavária Sem Álcool (minha favorita no momento, principalmente no quesito custo/benefício), que tem menos de 0,5% de álcool, será que vai acusar algo no bafômetro? Essa matéria do O Tempo fez um teste onde 5 jornalistas tomam 2 latinhas de várias cervejas sem álcool, e fizeram o teste do bafômetro, que deu negativo. Ok, como diz lá, depende se você é um supersoldado ou um kriptoniano, mas e se for uma caixa, quase 4 litros? O jeito é fazer o teste, né?

BafometroVoltando ao processo produtivo, como se “tira” o álcool da cerveja? Existem duas técnicas: ou a inibição da produção de álcool ou a retirada posterior. Eu não sei bem, porque ainda não tentei fazer… Mas o mercado brasileiro está muito pequeno, em relação ao mundial, quando se fala de produzir uma boa cerveja sem álcool puro malte. Bons exemplos de boas brejas importadas estão aí, com preços acessíveis. Mas a nossa estrutura tributária literalmente FODE com qualquer tentativa, né? Afinal, produzir cerveja normal já é difícil para o brasileiro! Imagina produzir para esse nicho que ainda está pequeno?

Pra fechar, meu depoimento: experimento TODAS as cervejas que tenho alcance, sem ou com algum preconceito, né? As sem álcool, já vou esperando aquele gosto doce de mosto, sem nenhuma complexidade. Mas só assim para descobrir como está o mercado, inclusive procurando opções diferentes. Até a diaba da Laziza eu tomei… Ah, libaneses…

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